11 de dez de 2009

Conheça o fusca "Descasca Honda"

Zé Carlos equipou seu fusca para não fazer feio perto dos carros mais modernos





José Carlos dos Santos é um chaveiro dedicado à profissão. Foi dela que tirou dinheiro para comprar um antigo objeto de desejo, seu Fusca 1975.
"O Fusca é o Fusca, né? É um dos carros mais importantes da indústria automobilística no mundo e por aqui no Brasil foi o carro da família por muito tempo", diz.
Mas o Fusca de Zé Carlos não é desses todo original. Quer dizer, por fora e por dentro ele é um carro normal, usado, mas original. O negócio mesmo é o motor.
"Eu queria um carro que andasse forte e atropelasse esses Hondas e Toyotas de hoje. Porque qualquer um que tem um desses carros quer sair acelerando quando vê um carro mais velhinho. Mas isso não acontece comigo. Por isso dei o apelido de ‘Descasca Honda’. É assim que o chamo", revela.
O motor é o 1,6 litro da Kombi 2004, que era injetado, mas se tornou carburado. O sistema de ignição é do Gol G4, o câmbio é do SP2, mais alongado, e o sistema de freios a disco é da Brasília, mais "parrudo".
"O turbo tem 0,8 kg e a pressão regulada deixou o Fusca com 150 cavalos. Mas dá para chegar aos 180 tranquilamente. Mas do jeito que está, já não tem muitos Hondas e Toyotas que consigam largar na minha frente", brinca o morador do Monte Alegre. Onde é, obviamente, conhecido pelo carro e pela profissão.

O ‘carro do povo’
A história do Fusca é uma das mais complexas e longas da história do automóvel. Diferente da maioria dos outros carros, seu projeto envolveu várias empresas, o Governo de seu País, e levou até a fundação de uma fábrica inteira de automóveis. Alguns pontos são obscuros ou mal documentados, graças à devastação causada pela Segunda Guerra Mundial. No início da década de 30, a Alemanha era assolada por uma dura recessão, e tinha um dos piores índices de motorização da Europa. A maioria de suas fábricas era especializada em carros de luxo, montados à mão, e ainda muito caros. Por isso e mais uma série de fatores, a ideia de um carro pequeno, econômico e fácil de produzir começou a ganhar popularidade. Era o conceito do "Volks Wagen", expressão alemã que traduz a ideia do "carro popular". Entusiasta por carros desde a juventude, o ditador Adolf Hitler via com bons olhos um carro para o povo desde os tempos em que esteve preso, onde leu sobre Henry Ford. Para ele, o projeto era a exata realização da plataforma política de seu partido. Daí saiu o primeiro "empurrãozinho" para que o Fusca nascesse

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