4 de out de 2009

A recente admiração de Luiz pelo Fusca


Luiz ganhou o fusca há dois meses, mas a relação parece ser bem mais antiga

Luiz Antônio de Souza é um apaixonado pelo seu carro, um Fusca 1983. E olha que essa relação de amor nem é tão antiga assim. "Faz dois meses que ganhei o carro. Ele era do meu tio e passou para mim. Eu sempre gostei muito dele e agora ele é meu", conta.
Luiz é pedreiro e como a vida não está fácil para ninguém, comprar um carrinho para trabalhar estava difícil. "Agora ele me leva para tudo quanto é lugar. Com ele eu trabalho mais feliz e ainda levo minha família para passear", diz. Automóvel de fácil manutenção e adorado pelos brasileiros, o Fusca é desses carros que fazem parte da história de todas as famílias.
"Ele está novinho, muito bem conservado. Não precisei fazer nada, só coloquei um ‘sonzinho’ para poder escutar minhas músicas no caminho para o trabalho. Estou feliz demais com o Fuscão."
O carro de Luiz é o famoso Fusca Fafá, um ícone dos anos 80. O apelido é uma alusão à determinada semelhança entre o busto da cantora Fafá de Belém e as lanternas traseiras do veículo, maiores que as das versões anteriores."É talvez o Fusca mais comum nas ruas hoje. Ainda dá para achar esses carros muito bem conservados e rodando por aí. É um carrinho simples, mas por quem eu tenho um carinho muito grande, pois chegou para deixar minha vida melhor. É um amigo."


O Fusca e os anos 80
A década de 80 chegou trazendo séries especiais, mas também o lento declínio do Fusca. Já em 1980 o carro parecia vestido como um astronauta na Série Prata. Como o próprio nome indica, a cor da carroceria dava um ar sofisticado para ele.
Por volta de 86, começaram a circular as primeiras notícias de que o carro deixaria de ser fabricado. Sua despedida mereceu toda a pompa imaginável, não para um carro, mas de um personagem.
A Volkswagen tentava se explicar aos fãs definindo a decisão como "avanço tecnológico". Os últimos modelos a sair da linha de produção, os Série Ouro, tinham fila de espera.
Em 93, o Fusca voltou a ser produzido. Basicamente igual ao Fafá, recebeu o nome de Itamar, em homenagem ao então presidente do Brasil, que incentivou a ressurreição do simpático carrinho. Em 96, ele deixou de ser produzido - até agora.

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