16 de ago de 2008

Fusca e suas caras - Jornal da tarde

O Fusca e suas caras
Mercado de transformações do Volkswagen continua firme e forte

Nícolas Borges, do Jornal da Tarde

SÃO PAULO - Fora o curto e dispensável retorno do Fusca Itamar - 46 mil unidades vendidas de 1993 a 1996 -, já se foram mais de duas décadas desde que o Volkswagen Sedan parou de ser feito, em 1986. Mas para quem curte transformar o "besouro", parece que foi ontem.

Foto: André Lessa/AE


Uma tendência recente é a dos rat bugs, baseados nos rat rods, por sua vez uma vertente mais "suja" dos tradicionais hot rods. Em vez de pinturas reluzentes e cromados, há acabamentos foscos e até de ferrugem. "Tem gente que pede o carro inteiro com aparência enferrujada", conta Eric Martins, da Bad Bug (3205-2534), oficina no Sumarezinho, Zona Oeste.
São trocados os pára-lamas, faróis, piscas e lanternas. Mas a principal alteração é na suspensão dianteira. Com uma peça desenvolvida pela própria oficina,o front head, ela é deslocada 30 cm para a frente. Além disso, a caixa de direção é trocada por uma de Fiat Uno. De acordo com o personalizador, as mudanças não deixam o carro fraco. "Já fiz até trilha com ele", comenta.
O preço mínimo para ter um rat rod é de R$ 6 mil (fora o carro), com as mexidas na frente, cortes na carroceria e suportes para faróis e lanternas. O valor não inclui pintura e acessórios. A transformação pode ser legalizada.
Mas dá para gastar menos. Por R$ 999, a K & B Veículos Especiais (9598-5988), de Praia Grande, no Litoral, entrega um kit básico de Fusca Baja, com sete peças de fibra de vidro: dois capôs (dianteiro e traseiro), quatro pára-lamas e a saia do estepe. Por meio de um manual de instruções, o cliente fica responsável pela instalação.
Dando o carro e mais R$ 4.999, leva-se um baja sem pintura. "Se a pessoa não tiver nenhum Fusca para transformar, eu mesmo compro um", afirma o dono da empresa, Wilson Pangardi. Nesse caso, o valor inicial para sair com um modelo completo, com pára-choques, estribos, pneus lameiros e pinturas, é de R$ 12 mil.
Já para os abonados, uma alternativa é fazer de seu Fusca um charmoso conversível, com a Sulam (2578-7966), na Saúde, Zona Sul. Nesse caso, a conta não sai por menos de R$ 35.500.
Além de cortar a capota, são feitos reforços na estrutura, como no pára-brisas, portas e laterais traseiras, além de uma barra transversal na cabine.
O preço também contempla o revestimento interno de couro e a pintura da carroceria.
Os mais corajosos podem tentar adaptar uma frente de Rolls-Royce, para deixar o besouro igual ao do antiquarista Juliano Pascon, que já comprou seu Fusca 1979 com o kit, em 2006. "Isso vinha dos EUA nos anos 70", diz.
Para reforçar o estilo clássico, ele colocou uma traseira do Volkswagen 1952, com a janela bipartida, entre outros detalhes.

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