11 de fev de 2008

Fusca vai para museu

Última ‘baratinha’ da polícia vai virar peça de museu em SP

Fusca fabricado em 1986 é o último na ativa da Polícia Civil da capital.Para policiais, carro guardará memória de ‘tempos mais românticos’.


Aos 22 anos de idade, 'baratinha' deve se aposentar em 2008 (Foto: Silvia Ribeiro/G1)
A última “baratinha” da Polícia Civil ainda em atividade na capital paulista deve virar peça de museu ainda neste ano. Sem data de exposição prevista, o Fusca fabricado em 1986 será doado ao museu da Academia da Polícia Civil de São Paulo, na Cidade Universitária (Zona Oeste). Para os policiais, a viatura que serve à corporação há 22 anos preservará a memória de “tempos mais românticos”.“O carro vai contar a história de uma época mais romântica da polícia em que a cidade de São Paulo era menos violenta. De tempos em que a violência não era uma estatística, mas um fato social que atingia poucas pessoas”, afirmou o delegado João Lopes, responsável pela “baratinha” no Centro de Execuções de Cartas Precatórias de São Paulo. Entretanto, a doação tem uma condição: a substituição por outro carro para servir esse órgão da polícia civil.

Além da Blazer (foto), Palio Weekend e Corsa Hatch estão entre os modelos mais novos adquiridos pela polícia no ano passado.


O veículo branco-e-preto está em bom estado. Tem sofrido de problemas na bateria, mas deve ganhar uma novinha nos próximos dias. A sirene e o chamado “giroflex” funcionam, mas não são mais acionados. Em boa parte, seu estado de conservação se deve a um “serviço mais leve”. Há tempos a “baratinha” não persegue bandidos na capital, tarefa deixada para modelos mais modernos, como as novas Blazers, de motor 4.3, compradas pela Secretaria de Segurança Pública no ano passado.

Fama nas ruas
O Fusca só sai da garagem da delegacia três dias por semana para entregar intimações e cumprir outros serviços internos. “A orientação é procurar não esmerilhar muito e tratar com carinho. Na rua, chama muito a atenção. Todo mundo olha. Algumas pessoas tiram até fotos”, diz João Lopes. Para as rondas diárias, a “baratinha” é poupada e o Santana, mais jovem, assume a rotina.Na garagem, a “baratinha” recebia na tarde de quarta-feira (30) os cuidados do filho do delegado, o estudante de direito Ricardo Lopes, de 24 anos, que passava um pano molhado em seu capô arredondado. "Vim apenas ajudar", disse ele. A longevidade do fusquinha branco-e-preto surpreende os policiais. O tempo médio de uso de uma viatura de polícia é de 10 anos, contra o 22 anos dessa famosa "baratinha".O delegado que atua há 28 anos na polícia já ensaia o adeus e se despede como de um colega de trabalho prestes a se aposentar. “Ela já prestou relevantes serviços à polícia. Só temos boas recordações. Ela nos ajudou muito a cumprirmos a nossa missão.”
(Fonte - Globo.com)

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